domingo, 11 de janeiro de 2015

Suddenly I see...

"..this is what I wanna be/ Suddenly I see, why the hell it means so much to me" (Suddenly I see / KT Tunstall)
O post de hoje começa com este trecho porque essas frases nunca significaram tanto para mim o que elas tem significado agora. Calm down, vocês ler e entenderão o porquê.
Era segunda-feira, 29/12/2014, meu primeiro dia na escola, a LSI, e eu já tinha tanta coisa para  aprender e lidar logo de manhã: como usar a torradeira, a cafeteira, onde achar os utensílios e as comidas - isso porque pedi café da manhã aqui na host family- entre mortos e feridos, consegui me alimentar bem. After this,  fui em direção ao meu segundo embate do dia: o caminho da casa ao ponto de ônibus.
Feito. sem maiores complicações. Foi tudo certo, lindo e rápido. As pessoas te ajudam e demonstram ser muito educadas- ponto a favor para os americanos. 
Terceiro embate: pegar o trem e parar na estação mais próxima da escola, a South Station. Consegui com muita facilidade lidar com esse meio de transporte - gente, sou de cidade pequena, achei que fosse um bicho papão, mas nem era- e cheguei na S.S  em cerca de 30 minutos. 
Ixi, aí que deu ruim. Estava cheio de mapas feitos pelo google, cheio de indicações escritas dadas pela escola, pela host mother, mas sei lá, me perdi. 
Foi aí que você tive que rebolar, usar meu inglês e  da minha falta de vergonha, perguntar, depreender a resposta e, sobretudo, manter a calma, porque meus entrevistados didn't know  onde ficava a Beach Street. 
Fiz o caminho inverso várias vezes, voltava na estação onde desci e tentava seguir o mapa do google. Fui brincando de fazer isso por uns 30 min. Sorte a minha que tinha saído de casa mais cedo, mas o medo de chegar atrasado no primeiro dia batia forte. Pra piorar, tinha aquele vento super gelado na minha cara, parecendo que ia me cortar and it doesn't matter if você está usando 50 ou 854 blusas, o que você sente no seu rosto não muda. rs
Pronto. I got it. Cheguei. Foi aí que caiu a ficha que eu tava miles away da minha casa, da minha rotina, dos trajetos que eu fazia rotineiramente, que ligar para a minha super mãe ou para o meu super pai não adiantaria de nada. Ali era eu comigo mesmo, bem Me, Myself and I. Naquela hora, tive a certeza que a Ú-N-I-C-A pessoa que pôde me ajudar de fato fui EU mesmo. acho que é isso que faz a minha viagem alone ser mais intensa.
Talking about the school, escolhi a LSI porque ela é a escola que o Guilherme me ofereceu lá na empresa. Para mim, estudar fora é de suma importância porque alguns estabelecimentos e alunos sempre valorizam experiências no exterior e nada melhor do que aprender no lugar onde a língua é falada, sem contar no upgrade que o certificado que receberei vai dar no meu currículo, né?!
Em um primeiro momento, os "novatos" da semana, la estava o Bernardininho dentrre eles, foram colocados na mesma sala e foram explicadas algumas regras : preciso tirar 70 nas provas semanais, ter 80% de presença nas aulas, não posso usar celular, etc. Depois desse momento, o Tim deu início ao nivelamento, fiz prova de reading, speaking, listening and write. Provas corrigidas, caí na turma avançada, mas aulas mesmo só no dia seguinte. Fiquei super feliz de cair numa turma avançada, esse resultado e alguns elogios que recebi dos professores da LSI logo no primeiro dia foram importantes para me fazer sentir more confident about myself and about my English level.
Já sabia então o caminho da estação para a escola, tinha feito as provas, o que me restava naquela hora? Decidi me jogar nos arredores. Fui andando por Downtown Boston e Chinatown. Foi nesse momento que percebi que não há dinheito nenhum que pague- ok, tudo mundo usa essa expressão, mas não lembro de outra-, esse feeling de descobrir por si mesmo, de se arriscar, de viver, de ser livre e de se virar no jeito que tem que ser feito, falado, whatever. (pausa para fotos)
Esta é a famosa Opera House lá em Chinatown, que encontrei por acaso, meio "perdido". Pertinho dela, fica um teatro/cinema da Paramount.

E acabei me pegando brincando com o timer nas ruas de Downtown Boston.
Voltando pra estacão, acabei me deparando com essa praça/ parque super charmosa.
Eu sentadinho no banco da praça, achando que o frio não era capaz de me incomodar. Ahh, esse é o casaco que comprei na H&M. Lindo, ne?! Foi super barato, $30,00, coisa que jamais acharei em terras tupiniquins por esse preço.
Continuando...
É aí que a música faz sentido pra mim, que "de repente eu vi que isto é o que quero ser" - na minha interpretação inclui-se tb "viver, sentir, experienciar", "por que diabos isso significa tanto pra mim"?
It means that essa experiência, o que vivi e tenho vivido aqui estão me fazendo ser mais consciente da pessoa que eu sou, de até onde posso chegar, ela tem me mostrado e me dado também o sentimento de que posso fazer acontecer.
É isso, agora vou começar a mostrar os lugares que tenho ido e conhecido, o que tem valido a pena comprar etc.
Espero que vocês tenham gostado.
Xoxo,
B.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Pneumático

     A vontade que dá é processar a prefeitura, mas aí eu acalmo meus nervos germânicos e lembro que eu moro em Gigifora, Minagerais, Brasil. Não se tem resultado processando a prefeitura porque você bateu com um pneu num meio fio solto e enorme. Não dá.
     Aí o que acontece é que você fica é se sentindo um lixo de motorista, fica dois pneus mais pobre e segue a vida.
     Sinceramente, sem aquele papo de "ah, isso é Brasil"; "que lixo de país" porque meio fio solta em qualquer lugar do mundo. O que me incomoda é quando a gente lembra que o meio fio solto é a metáfora pra toda uma estrutura em que a presidente quer diminuir a quantidade de matérias que tem na escola porque a quantidade que tem hoje desestimula os alunos, além de ter feito cortes imensos (os maiores) no orçamento do Ministério da Educação e assim, com tudo isso e muito mais, que nem é culpa dela, a gente vai vendo cada vez mais um buraco em espiral, de que eu, sinceramente, não sei como sairíamos. Até faço certa ideia. Mas estamos aí, panis et circensis nunca foi tão atual.
     Não, a culpa do meu pneu furado não foi do governo, foi minha, é só que quando acontece uma coisa ruim a gente lembra que essa coisa ruim tem relação com coisas péssimas. E aí a gente fica triste.
     Climão, hein? Acho melhor ler o post de Boston aí de baixo, muito melhor.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Since the beginning of the American Dream!

At first, queria dizer que é a minha primeira postagem em blog na minha entire life!! Tô muito honrado de estar experienciando isso aqui no "Desgrude". Joy, amiga, thanks so much for inviting me! :)
Well, vou começar no comecinho de tudo... e talvez isso faça com que o post fique um pouco extenso. So, Fasten your seat belts and travel with me! 
Em uma bela manhã de sexta- feira em 2013, uma querida amiga minha me contou o quanto ter estudado 30 dias no exterior mudou a vida dela, seja no que diz respeito ao crescimento pessoal, seja na melhora das habilidades  na Língua Inglesa. Foi nessa conversa que os portões de embarque realmente se abriram pra mim.
No começo de 2014, comecei a rodar todas as agências "famosas" e "de nome" de Juiz de Fora e aos poucos via meu sonho fading away- eram preços exorbitantes e as condições de parcelamento só faziam o preço aumentar ainda mais. Foi quando um amigo me indicou a empresa Cult Brazil Intercâmbio, cujo um dos sócios, o Guilherme, foi meu colega de trabalho num curso de Inglês em JF. O Gui foi super solícito desde o ínicio e participou comigo atentamente de todas as etapas que é preciso passar quando se quer estudar e pedir homestay aqui nos EUA. No começo, queria muito ter vindo para estudar em New York, mas vcs sabem, NYC é super caro e eu só um mero teacher. Percebemos, juntos, então, que Boston poderia ser uma boa escolha, uma vez que eu poderia economizar no custo de vida e visitar NYC nos finais de semana ou até em uma semana antes ou após o curso. O Gui e a Roberta, a amiga que  me fez  decolar  de fato, me mostraram o quão Boston era incrível e decidi "pagar" pelo meu American dream.
So, fui obrigado a fazer várias escalas no meio desse processo, desde a juntar dinheiro para conseguir tirar um documento chamado I-20, que todo estudante deve ter, até o medo da tão temida entrevista do Visto no Consulado Americano. Tudo aconteceu na medida do possível e eis que minha viagem ganhou um período determinado: from 26/12/2014 to 4/02/2015.
Depois da visita do Santa Claus, despedi da minha família e fui com uma amiga- também muito estimada- para o Rio de Janeiro, mais precisamente para o Galeão, para poder dar start a minha trip. Cheguei lá bem cedo e confesso que foram horas esperando pelo vôo, se não fosse meu celular, não sei o que seria de mim.

Deu tudo certinho, até chegar em Boston tive que fazer uma conexão no aeroporto de Houston, que é o máximo e enorme. Saí do Brasil às 22:55 do dia 26/12/2014 e cheguei aqui em Boston às 15 horas do 27/12/2014. Peguei um táxi no aeroporto, porque estava morto com farofa, e vim para a casa que a escola escolheu pra mim. é importante dizer que as escolas sempre oferecem serviço de tranfer, eu, particularmente, não quis porque sai mais caro do que você pegar um táxi. No meu caso, paguei $40,00 para vir do aeroporto até aqui em Dorchester, a "cidade" onde moro.
Esta é a casa, modesta, mas super charmosa e aconchegante por dentro. Na verdade, temos duas casas neste prédio. eu moro na primeira porta da esquerda para a direita. "Nossa casa" ocupa o segundo e o terceiro andar, enquanto a outra casa ocupa o primeiro andar todo.


Quando o táxi estacionou, a Ms. Janet já estava a minha espera. Ela é a mãe da minha host, na verdade. Elas são da Jamaica e já estão aqui há algum tempo. A Miss Janet fala uma broken language da Jamaica, ou seja, um dialeto de lá e até hoje não entendo muito bem o que ela fala. A Ms. Pauline, a verdadeira host, não estava aqui, ela estava viajando com o boyfriend dela, o que tornou tudo mais complicado. Eu quase PIREI, sério. Eu precisava carregar meu celular e não tinha como, uma vez que as tomadas aqui são diferentes e nós brasileiros precisamos adquirir adaptadores. Mas nem era só isso, ela não sabia me dar a senha da internet e eu precisava comunicar a minha mãe que eu havia chegado e que estava bem em casa. Oh my GOSH, I freaked out. Só pensava na minha mãe querendo saber notícias minhas e eu aqui incomunicável. As horas pareciam não passar, eu estava com fome, com vontade de tomar banho e querendo entender tudo o que a Ms. Janet falava. Juro, que eu pensei que meu sonho já tinha virado um pesadelo naquele dia.
A Ms. Janet foi uma fofa, me deu jantar - uma espécie de arroz com feijão deles aqui- diga-se de passagem que o feijão enlatado é péssimo, super doce- com coxinhas de frango em um molho tipo barbecue com alguns legumes. Na fome que tava, comi aquilo tudo achando que tava deli deli. Naquele dia, não tive escolha, fui dormir rezando, pedindo a Deus que acalmasse o coração aflito da minha mãe, mas eis que depois de um determinado tempo, a Janet bateu na porta do meu quarto e disse que minha mãe havia ligado para a Pauline e tido notícias minhas - na verdade, quem ligou foi uma prima minha, a única da família lá em Laranjal que fala Inglês. Gente, vcs não tem noção o alívio que eu senti ao escutar isso - engraçado, que nessa hora fui capaz de entender tudo o que foi dito na broken language jamaicana.
No domingo, a Pauline me acordou, serviu-me um café da manhã típico americano, com ovos, bacon e torrada e me deu também as coordenadas aqui da casa bem como a tão esperada senha da internet. Pude, então, falar com a minha mãe no Skype, o que me fez ter vontade de chorar depois de ter superado a complicação do dia anterior, segurei firme pq queria que ela visse que eu estava/ estou feliz aqui.
Na segunda feira, dia 29/12/2014, minha aulas começavam e eu precisava fazer meu kit de sobrevivência ao frio aqui. Pedi que a host mother me levasse a algum lugar para que eu pudesse comprar o que fosse preciso; ela, então, me levou ao South Shore Mall- um dos shoppings chiquezinhos aqui-, grande CHOQUESdo dia: as lojas e os corredores são limpos, o estacionamento é enorme e de GRAÇA, um monte de loja que eu conhecia das revistas estavam lá a alcance dos meus olhos. Foi lá que comprei um grande e bom casaco e um par de luvas na H&M, um par de botas para os dias de neve e chuva numa loja chamada PAYLESS, adaptador para o carregador do celular, lipbalm e outras little things na TARGET- uma espécie de Carrefour com Lojas Americanas daqui. Olhem, minha cara de felicidade depois de algumas compras:

A essa altura, eu já tinha esquecido todos os problemas do dia anterior e o sonho estava voltando a ser sonho again. Na volta pra casa, ela me mostrou o que eu deveria fazer- eu pego um bus até a estação de trem - a Ashmont station- e de lá vou até a South Sation a qual é a estação de trem mais próxima da escola. Compramos o seven days ticket- pago $19,99 por um cartão que me possibilita andar de ônibus e trem sem o dia inteiro se eu quiser.
No post de amanhã, contarei sobre o meu primeiro dia de aventuras em Boston e na Escola de Inglês.
Espero  que vocês tenham gostado deste post e já estejam ansiosos pelo de amanhã.
Xoxo, B.