segunda-feira, 20 de abril de 2015

Pelo direito de não ser social

     Um dia, um tempinho atrás, estava conversando com uma querida que trabalhava comigo. A gente falava amenidades, e eu estava comentando com ela que 98,63% das vezes que me mandarem optar entre sair ou ficar em casa eu vou querer ficar em casa, vendo séries, comendo pipoca e congêneres.
     Eis que a pessoa (que é, de fato, querida, sem ironia) reforçou a pergunta, não acreditando muito naquilo. E eu reforcei a resposta, acrescentando os motivos: acho estressante sair. Não gosto de ter que raciocinar se minha postura está boa, se tem gente em volta, se tenho que falar baixo ou alto, se estou olhando pro vazio mas na verdade estou encarando alguém TOTALMENTE sem querer. Enfim, acho um stress sem necessidade. Fora que não gosto de sertanejo/ pagode etc e tudo que se tem pra dançar nessa vida juiz-forana (que hifen é esse, Braseel) é isso. Além de sair pra dançar inclui tudo isso de que falamos com o adicional
a) gastar dinheiro só pra entrar
a.1) tudo custa muito caro
b) as pessoas, no caso, estão bêbadas.

     Fora isso eu gosto muito da minha casa. E só de pensar que vou trocar o conforto dela por momentos em que tenho que ficar raciocinando para coexistir em sociedade me dá muito cansaço. Eu trabalho muito, penso muito, quero poder não pensar, tomar cerveja com meu marido, rir das piadas dele e ver filme. Conclusão: não curto socializações nível hard. Chamar os outros pra ir em casa é bacana, ir a festas íntimas também, enfim, vocês entenderam.
     Depois de toda essa explicação a minha amiga veio com a seguinte frase:
"Mas você vai ficar tipo velha em casa? Não pode isso, não!"
     A parte do velha super amo/ sou, mas o "não pode" me deu abuso. Por que não pode? Por que eu sou obrigada a socializar?
     Até perguntei isso pra ela na hora, que veio com o papo de toda a galere - ah, a gente tem que conviver com as pessoas, sair, ver gente.
     OK! Conviver com as pessoas sim! Chamo, quando dá, quando quero e estou a fim, pra vir na minha casa ou encontramos. Mas não vou, nunca nunquinha passar a expor meu véu pelo mercado só porque não pode. Pode, sim, meoamor. Watch me.
     Eu acho isso problemático do ponto de vista em que você é obrigado a.
     Isso é complicado porque prega-se tanto a liberdade e o ser você mesmo que na hora em que você quer ser um pouco eremita, você é taxado de velho/ antissocial/ desanimado.
     Não que eu ligue, não que eu não seja.
     Queria falar mais um monte de coisa, mas fico só aqui mesmo. Que a gente pare de achar que tem alguma coisa que todo mundo tem que ser ou fazer. Não vivo em função dos outros. Se eu for ficar uma velha sozinha em casa isolada, so be it. Gente, tô super feliz e a julgar pela maneira como tem ido algumas "amizades" minhas, vocês nem tão sentindo minha falta.
     Eu só quero ter o direito de ser assim sem as pessoas terem que achar que eu tô errada e ficarem me dando gelinho por conta de (além do fator: eleições, um divisor de águas na minha vida de amizades). Não é o caso da querida em questão (alô, Priscilla), mas been there, done that.
   
     Indiretas do mal MWAHAHA

sexta-feira, 17 de abril de 2015

randômico de irritância

     Gente que fala o nome do diretor junto com o filme - Ontem assisti ao "Filme", de Fulano de Tal. Acho pernóstico.
     Gente que coloca só um "rs" em todas as mensagens que manda. às vezes no meio da frase. Sem pontuação.
     Gente com falta de critério no uso de mais/ mas, crase e há (não é obrigado a saber, mas dá uma pesquisada, né).
     Gente que não sabe os nomes dos naipes de baralho.
     Gente que fala que discute feio com os outros porque "não consegue ficar quieta".
     Gente que cobra - presença, atenção e congêneres achando que você tem obrigação.

duas coisas que eu não sou:
1) Tuas nêga;
2) Obrigada.

     Não tô revolts nem nada não, só li num blog essa questão do primeiro tópico e achei relevante escrever aqui. Até porque se você está lendo isso há uma grande chance de estar sozinho nessa.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

cabelos e a.fli.ção

     Estou eu aqui fazendo coisas muito edificantes (sem ironia) que são: ver vídels no youtube.
     Mas não qualquer vídel.
     Estou a ver vídels sobre cabelos profissionais.
     voltemos no tempo a little bit.

     Eu nunca usava cabelo solto na minha infância adolescência. Eu tinha muito nervoso de ter aquele monte de coisa caindo de um lado pro outro, entrando na frente do rosto, pesando a minha orelha que já é naturalmente de abano, enfim, sempre gostei mais de usar cabelo preso. Sempre.
     Daí que a gente cresce e eu comecei a gostar do meu cabelo, e a ter estímulos namorísticos para usar o cabelo solto, e comecei a gostar do ~assunto cabelo.
     Mas aquela aflição de anos (poucos, gente, poucos) atrás permanece e odeio com todas as minhas forças:
1) comer de cabelo solto
2) usar gloss (meninas nascidas no mundo da maquiagem antes da febre dos batons matte entenderão)
3) usar cabelo solto em atividades que exijam esforço intelectual (ou seja, meu trabalho em geral)
4) usar cabelo solto no calor

Ou seja, sendo professora/ tradutora/ acadêmica no Braseel faz com que eu tenha que prender o cabelo.
*fim da digressão explicativa*

     Muito bem, pensei pra mim, "tem que acabar a era de usar palito/ coque meia bola pra trabalhar, Joyce. Que absurdo".

Para os leigos (o que a moça chama de despojado, vou adotar essa nomenclatura para justificar minha preguiça).

Mas vamos à ideia principal da postagem.
     Fui à caça de vídels que me mostrassem a fazer cabelos presos interessantes e não monótonos e não despojados para trabalhar.
     Descobri que tenho extrema aflição (palavra mais usada do dia) de "pentear pra cima" (tem nome isso?). E qualquer puxada contra as escamas naturais do cabelo, ou seja, coisas que me instruam/ mostrem que eu devo ir contra a natureza do meu cabelo e puxar o fio segurando em baixo e indo pra cima.
Só de digitar isso, gente. Para.
Olha aqui: tempo 0:22. Faz até um baruralho.


Não consegui acabar de ver, Vejam e me ensinem sem essa parte.

     Vejam (porque os cabelos valem à pena) para me dizer se só eu tenho extrema aflição:
Este quero adotar como penteado pra vida, mas observem o tempo 0:50. Fui rever pra saber o momento exato e me arrependo, mas tenho q ver de novo pra guardar todo o processo.



Ou seja, todo um trauma. Será que foi o corte químico, gente?

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Uma grande decepção

     Uma das maiores decepções que experiencio no meu dia-a-dia (vamos fingir que tem hifen, que eu sei q tem hifen, etc) é ir comer algo que eu achava que tinha e não tem.
     Óbvio que não tem nada a ver com repolho ou coisas que façam bem à saúde. É algo mais visceral.
     É quando você está lá, sendo, vivendo sua vida, aí você pensa
UMM, VOU ALI COMER AQUELA BALA QUE TEM NA MINHA BOLSA
     E não tem mais. Mas você tem certeza porque você comprou Fárias balas anteontem e claro que sobrou, mas aí você procura, procura e não tem.
     Você comeu todas sem ver que era a última. E se arrepende de ter dado uma bala pra sua colega.
     Ou então, no nível mais hard:
UMM, VOU ALI COMER AQUELA GOIABADA NA GELADEIRA, NOSSA, QUE DELÍCIA, TAVA DOIDA PRA COMER UM DOCE
     Cabô goiabada, alguém comeu. Essa é foda.
     Tem também a modalidade
UMM, QUERIA TANTO COMER UM DOCE
     Os únicos gêneros doces que tem em casa é um vidro de achocolatado, Yakult ou açúcar propriamente dito.
     Já passaram por isso? Your pain is my pain.