quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Azunhas da semana e quando fazemos as unhas

     Uma coisa que acontece quando a gente casa é uma diminuição drástica do tempo que temos para fazer coisas sozinhas/ por nós mesmas egoisticamente. O que, juro mesmo, é muito bom porque descobrimos um prazer novo em estar junto e, de fato, dividir a vida. É uma das coisas que te fazem perceber que esses momentos não eram tão importantes quanto a gente pensava e hoje tenho plena certeza de que prefiro ficar com marido vendo algo de consenso na Netflix do que sozinha assistindo o que eu quiser (um exemplo).
     O que jamais significa que devemos abdicar de nós mesmas. Uma das coisas mais importantes em um relacionamento é a gente manter nossa individualidade para que permaneçamos nós mesmos e interessantes aos olhos do outro. Dessa maneira, somos fieis à nossa natureza e mantemos o casal como uma junção de dois, e não uma mistura anuladora deles. Então, por mais que gostemos - e gostamos - de tornarmo-nos (eita) uma pessoa "do casal", nossa individualidade deve ser conservada, cultivada e respeitada. Por respeito a ela mesma e até ao outro, que, claro, deseja você e não algo que você se torna por se anular. Qualquer pessoa que deseje ou espere a anulação do outro em benefício próprio tem, no mínimo, um problema sério.
     Sem entrar (mais) no mérito da questão, sábado o marido fez uma pequena maratona de videogame com um amigo nosso e meu cunhado, e eu tenho certa gastura de qualquer videogame que não seja Mario, ou seja, fiquei na internet vendo vídels de unhas. Julguem.
     E acabei lembrando que, nos últimos 4 meses, fiz as unhas duas vezes, todas as duas correndo, sem pensar muito pois seria madrinha de casamento (do meu cunhado e da minha bestie, ou seja, não tinha como não passar um esmaltcheenho). Me senti mal? Desleixada? Anulada? Jamais. A frequência com que eu fazia as unhas solteira era móóóito maior, mas a vida era outra - pior que a de hoje (e uso a palavra "pior" sem medo nenhum, a vida era ótima, mas "pior " significa apenas "mais ruim" ou seja. Vocês são letrados, ceis entenderam).
     Depois de uma incansável busca, acabei decidindo por um degradê esponjado com carimbo, porque unha pouca é bobagem.






     Ficou longe de perfeita, mas fiquei tão orgulhosa de mim com essa manicure...! Pois quebrei um preconceito que tinha contra o esponjado. Pintei a unha de branco e com duas esponjadas em cada unha consegui bastante entrega de cor. Usei o 219 da Hits (sim, da época em que a Hits não dava nomes pros esmaltes), o Risoto de Mandioquinha e o Geleia de Goiaba, ambos da Risquè. O carimbo é uma placa da Konad com o esmalte Preto, da Impala.
     Tá cheguei pacaraca, mas foi pra compensar esse tempo todo sem fazer unha.
     Agora acho que tenho que tirar pelo menos um tempo quinzenal e repetir a dose de self manicure porque é muito bom mesmo fazer a unha. Adoro.