sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Tchitchia ecsplica

Em resposta aos comentários que não tiveram peito de fazer mostrando a cara.

Antes de ler, lembre-se que, na língua portuguesa, a ironia é um recurso linguístico utilizado também para fins humorísticos e que ninguém, repito, ninguém é obrigado a consumir informação nenhuma. Então se você se sente incomodado, frustrado, atingido pelo que lê aqui existe uma solução rápida e indolor, que é clicar no x no canto superior direito da janela. Grata.  



     Ser cristão, ao contrário do que miuta gente pensa, é motivo de perseguição. Não, não estamos séculos atrás e ninguém vem com tochas físicas mais atrás da gente - mas as tochas metafóricas são imensas. Engraçado falar isso porque vivemos em um país de maioria deísta (até mesmo pela nossa herança colonial portuguesa) - o que se espera é que a maioria seja a opressora, não é mesmo? Na realidade o que se manifesta é o oposto. Em busca de uma chamada liberdade, os valores são invertidos, causando uma ditadura da libertinagem. Já falei sobre isso aqui no blog e tô com preguiça porque se você eu até aqui provavelmente você sabe do que tô falando e não tem necessidade de repetir.
     O que acaba ocorrendo é que muita gente pode interpretar errado muita coisa que vê, seja porque se sente ofendido, contrariado, enfim, se sente mexido com aquilo ali e causa algumas coisas esquisitas. Então vou tentar esclarecer algumas que apareceram nos últimos meses pois acho que tá faltando uma idinha ao dicionário, uma busca no escopo da própria fé, uma acalmadinha nos nervinhos.

1. Eu sou católica.
Autoexplicativo? Não. Infelizmente o Brasil é um banho de sincretismo religioso e quando você fala isso as pessoas não entendem a totalidade da coisa, ou seja, certas particularidades de ser católico que a maioria dos que se dizem católicos não vivem e tornam-se particularidades tais que ficam parecendo coisa de ET, mas na verdade era algo que todos os católicos deveriam fazer. Exemplo: mas você vai à missa todo dia 8 de dezembro? Coisa de fundamentalista.
Então vamos compreender isso junto com o item 2, shall we?

2. Ser radical.
Essa palavra virou sinônimo de terrorista. Radical, se você lembrar da aula de português, vem de raiz. Ir à raiz das coisas, à sustentação, ao profundo. Se você acredita em algo como verdade e fundamento da sua vida, você tem que ser radical, sim, com pena de não estar vivendo sua verdade na plenitude dela. Encontrar Deus e não ser radicalmente dele é, no mínimo, uma burrice. E honestamente acredito que isso se aplique ao sincretismo religioso - isso dessa religião eu gosto, mas não gosto desse outro aspecto, essa outra religião eu gosto disso, acredito nessa outra.... e assim vira um mosaico de agradâncias. Religião não agrada. Religião verdadeira liberta, apresenta a alternativa para a sua felicidade total.


3. Acepções.
Os conceitos são construtos sociais. O que significa que há conceitos, e não há conceitos "para mim". É a mesma coisa que eu falar "ah, pra mim samambaia é um tipo de ligação química". Então quando afirmamos que isso é tal coisa, não é imposição, corte, segregação, é aplicação de significado. Dsclp.


4. Intolerância religiosa.
My favorite! hahahahaha Hoje em dia você defender sua religião é intolerância. Sabe aquilo que disse lá no início da ditadura da libertinagem? É mais ou menos isso. É um desespero tão grande em busca da desconstrução (dsclp, Foucault, catei seu termo) que tudo vira contra. Intolerância religiosa é isso aqui:
http://oglobo.globo.com/mundo/atirador-perguntava-se-alunos-eram-cristaos-disparava-17668313#ixzz3nPviBUWm

Deu pra ler? Atirador perguntava se alunos eram cristãos antes de atirar.
Claro que nem sempre é efetivada com uma arma na mão: muitas vezes é uma cara de nojo, uma exclusão no escritório, uma fofoca... Mas vamos entender o conceito?
Intolerância religiosa se dá quando uma pessoa age com maldade em relação à outra por motivo de sua crença ou prática religiosa.

Do site do Senado brasileiro:

"A intolerância religiosa é um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a crenças e práticas religiosas ou a quem não segue uma religião. É um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana."

Ou seja: está praticando intolerância religiosa quem age com ódio e ofensas a você em razão da sua religião ou falta dela. O que é totalmente diferente de alguém achar você incoerente/ inverossímil/ errado/ mentiroso, ainda que por causa das suas práticas religiosas.

Mais uma citação do site do senado:

"Crítica não é o mesmo que intolerância. O direito de criticar encaminhamentos e dogmas de uma religião, desde que isso seja feito sem desrespeito ou ódio, é assegurado pelas liberdades de opinião e expressão"


Deu pra entender ou quer que desenhe?

INCLUSIVE: não critiquei religião nenhuma e sim práticas de indivíduos que considero incoerentes/ hipócritas.

5) O blog é meu.
E você não é obrigado.












2 comentários:

  1. Onde fica o <3 do blogspot?
    Adoro seus textos e sua maneira clara de se expressar!

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    Respostas
    1. não tem coraçãozim, mas tem esses comentários q me enchem de amor aqui no meu
      :) :) :)

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